00/05/60 • ALMA CIGANA
Década de 60 > 1960
Meu Deus! Como mudamos de roupagem…
Já fui alteza e fui escrava indiana.
Porém, nunca deixei de ser
A minha alma cigana
Já fui alteza e fui escrava indiana.
Porém, nunca deixei de ser
A minha alma cigana
Sempre estou a prever futuros,O passado… Tenho tanta facilidade!Por que, então, não posso verO meu futuro na realidade?
Sempre leio em linhas reais.
Ao descortinar-me a vida,
Em vez, vedam-me os olhos, sorrindo,
Para não me amargurar, eu sei!…
Ao descortinar-me a vida,
Em vez, vedam-me os olhos, sorrindo,
Para não me amargurar, eu sei!…
Por que o meu carma, cheio de dor?Se o meu futuro pudesse ver!…Lembro-me, então, meus irmãosQuantas coisas eu tenho a esconder…
É uma dádiva de Deus
O que os ciganos sempre veem,
E são levados às alturas
Para a magia aprender.
O que os ciganos sempre veem,
E são levados às alturas
Para a magia aprender.
Depois, juram com fidelidadeNunca os limites exceder.É melhor receber uma alcunhaQue os outros enlouquecer…
Muitas ciganas limitam-se
A pequenos carmas mudar.
Quem sabe, vendo o meu,
O poderia modificar?
A pequenos carmas mudar.
Quem sabe, vendo o meu,
O poderia modificar?
Sei apenas que nos meus caminhosTem vales e espinhorões,Tem muitas portas estreitas,E, nas sombras, às vezes, punhos!…
(Pelo espírito do GENERAL)