00/05/60 • O POETA ADORMECIDO
Década de 60 > 1960
Senhor, sinto-me alerta,
Agradeço-te, pois despertei!
Ao cumprir a tua lei,
No altar em que sonhei,
E em doce prece dizer:
Senhor, Senhor, Te encontrei!
Quanto tempo, adormecido,
Mudo, perambulei…
Quantas palavras guardadas
Em Teu louvor expulsei…
Quanta oportunidade,
Senhor Jesus, dispensei
A natureza rica
Tudo indica…
Senhor, Senhor! Dispensei,Tal qual um condor desaninhado,Nas trevas desesperadoComo adolescente, coitado,Fui eu, Senhor, que andei…Invoquei Teu santo nomeE um estampido senti:Eram as trevas que me torturavam,Que em placas se desmanchavam…O condor que se aninhavaVia a luz que rebrilhava,Resplandecente, de mil cores,Vi Tuas bênçãos e Teu amorNaquela aurora que raiava,Mostrando-me Teu controle.Jesus, Senhor! Tua aurora me despertou!…
(Pelo espírito do GENERAL)