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12/03/77 • CARTA A INDIVIDUALIDADE - MESTRE FRANCISCO RIBEIRO DA CUNHA - Acervo Koatay 108

12/03/77 • CARTA A INDIVIDUALIDADE - MESTRE FRANCISCO RIBEIRO DA CUNHA

Década de 70 > 1977
          Vale do Amanhecer, 12 de março de 1977
          Querido filho, Francisco.
          Salve Deus!
          Meu filho, você é um espírito espartano que se destacou pela força e coragem. Percorreu as Planícies Macedônicas, na conquista de novos mundos e civilizações. Em Roma foi centurião, e impunha respeito pela força, fez muitas desordens no Egito provocando a queda da Rainha e exterminando com a civilização Egípcia. Na França participou ativamente nas batalhas da queda da Bastilha. Quando Cigano, acompanhava Natacha, era, então, inteligente, astuto e muito dinâmico.
          Foi deportado do Império de D. Pedro quando se perdeu nas desapropriações de direitos, desviando-se de suas obrigações e responsabilidades no Império. Veio então em Angical, onde foi severo senhor de escravos, homem de grande fortuna e inteiramente voltado para vícios e prazeres mundanos, jogos, bebidas, danças e roubos. Gostava de conquistar sendo causador de desajustes em lares e a cada dia destruía seu próprio lar. Teve que fugir e abandonar toda a sua riqueza porque na abolição os negros se revoltaram, e queriam matá-lo. Sempre foi um espírito de fortuna e até hoje não se conforma com a riqueza perdida e o que possui é concedido pela Providência. Procura não fazer inimigos para não aumentar sua bagagem cármica.
          Destruiu toda a sua família, por isso sua principal missão hoje é recuperar-se e reajustar-se com seus familiares, que são os mesmos do passado. Procure cultivar e conservar tudo aquilo que Deus lhe concede a cada instante e, com a força de seu amor, vencerá mais esta batalha difícil de seu carma.
          Pai Seta Branca está lhe dando especial assistência e proteção para que possa sempre em seu íntimo a tranquilidade e a paz mesmo em meio às dificuldades, que são comuns a nós que peregrinamos na terra.
          A Mãe em Cristo, Divino Mestre,
          Tia Neiva

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