15/08/84 • DA MACEDÔNIA AO BRASIL
Década de 80 > 1984
DA MACEDÔNIA AO BRASIL
Salve Deus,
Meu filho Jaguar,
Deus, em sua misericórdia, permite o remontar dos séculos na aurora de um novo Amanhecer para a humanidade! Sim, filhos, nos tempos antigos, na velha estrada, a conquista era o que existia no espírito guerreiro daquele povo. Não bastava viver em paz, em comunhão com a natureza, não, o apelo transcendental era mais forte, espíritos aguerridos em vidas de lutas e conquistas, só conheciam a guerra, seus escudos e suas lanças se realizavam nas batalhas – eis porque hoje o homem jaguar não porta a lança! – Naquele tempo, grandes impérios nascidos com sangue e muita ambição, apenas alguns tiveram um propósito nobre: Egito, índia, Himalaias e a Macedônia de Alexandre. Nem mesmo os mistérios de Apoio, em Delfos, podiam dar luz àquele povo em seu apego às armas e a vontade de lutar. Somente os Tibetanos, de longe, conseguiam manter o eixo energético impregnado de amor, preparando o mundo para receber Jesus em meio a tantas batalhas. Sim, filhos, havia o amor das mães, havia o amor fraternal e verdadeiro, que tudo realiza, mas poucas tribos cultivavam esse amor.
Neste cenário, encontramos Felipe (Raul), Rei da Macedônia, casado com Olimpya (foragida), a rainha que acreditava ser filha de heróis, mas era o fruto triste da ambição de um povo. Felipe era nascido de camponeses, pessoas simples, de uma dinastia pobre que subiu ao poder depois de muitos anos. Homem rude, infiel e de muitos vícios, mas amado por seu povo e por seus comandados, era o grande Comandante dos bravos guerreiros macedônicos, que em breve conquistariam toda a Grécia de então. Filhos, uma vez
grávida de seu primeiro filho, Olimpya recorreu aos Oráculos, descobrindo que seria mãe de um menino que seria maior que o pai, um grande rei, que teria a luz do Deus Apoio, um grande conquistador, mas como o sol, sua luz se apagaria muito cedo. Assustada com essa profecia, eis porque a rainha se voltou contra tudo e contra todos, imaginando no seu coração de mãe que Felipe ou qualquer um outro atacaria o seu filho. Meus filhos, quantos desatinos provem de palavras mal ditas, profecias sem amor, que só servem para por em dúvida, desequilibrando nossos plexos e desarmonizando os corações que ainda não conhecem o equilíbrio e o amor…
O menino cresceu e se tornou amado pelo povo, teve em Aristóteles (Eduardo), o grande sábio e filósofo, a sabedoria e a arte da guerra, o conhecimento que o levou a amar e respeitar cada tribo e as suas tradições e culturas.
Meu filho Jaguar, com a morte de Felipe, Alexandre assumiu o trono e começou a sua grande expansão. Atenas, Esparta, Tebas, Fenícia, Pérsia, Egito, índia... As mais longínquas terras da Ásia, enfim, o maior império que o mundo conheceu. Antes, ofertou sua espada em Delfos e ali foi um grande fenômeno, as liras do deus começaram a tocar sem que ninguém pusesse as suas mãos, as espadas foram erguidas em honra ao Deus Apoio. Foi tido como bom presságio pelos sacerdotes, que louvaram aquele rei.
No Egito, foi consagrado Faraó pelo próprio oráculo de Amon- Rá, que nele depositou toda a dinastia e todo poder, reconhecido pelos deuses e sacerdotes. Esse grande Jaguar tinha o ímpeto de conquistar, de formar um grande mundo sob o seu comando, impondo sua inteligência, porém, mantendo as tradições, surpreendendo com seus atos de nobreza e generosidade. Sim, filho, era um mundo feliz. Feliz porque os povos, esperando pela destruição, viviam dias de paz e de muito progresso. Apenas quem insistia na dor era destruído pela ira deste "semi-deus", como era conhecido.
Vamos falar aqui dos generais de Alexandre: Cliton (Beto), Pilotas (Caldeira), Parmenion (Alberto), Ptolomeu (José Carlos), Lácio (Ivan), Efastion (Nestor), Cassandro (Pedro Isídio), Lisímaco (Guilherme), Seleuco (Lacerda), Tanion (Inácio), Calímaco (Germano) e Eufrotes (Fogaça) e muitos outros. Dario (foragido), o grande rei persa que confiou em seu próprio poder e foi derrotado pela astúcia de Alexandre e seu exército.
Casou-se com Rochana (foragida) e dela teve um filho que mais tarde seria assassinado por seus próprios generais, que dividiram seu império com ódio por não ter escolhido seu sucessor e nunca o perdoaram.
Meu filho Jaguar, no sacerdócio desta tribo, quero todos vocês vibrantes, cada vez mais na harmonia e na esperança de um mundo melhor. Vamos ouvir o canto de Alexandre, o Cavaleiro Vermelho, que ainda ecoa das Planícies Macedônicas ao Brasil. Traz o destino do Jaguar no Amanhecer do III milênio e a luta para uma nova era. Vamos pedir a Jesus que se cumpram as profecias e que, este nosso grande mestre possa cumprir o seu destino: conduzir o nosso povo à sua evolução!
Possa o nosso querido Pai Seta Branca guardar este amor em nossos corações.
Com amor, da Mãe em Cristo,
Tia Neiva
Vale do Amanhecer, 15 de agosto de 1984.